CIM Alto Minho integra projecto para controlo e erradicação da vespa asiática no norte de Portugal

A Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho) viu ser aprovado um projecto de parceria liderado pelo Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), para controlo, prevenção da propagação e erradicação da vespa velutina (vespa asiática) no norte de Portugal.

Aprovado no âmbito do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (PO SEUR), com um investimento elegível de 410 mil euros, este projecto será desenvolvido de forma colaborativa com as comunidades intermunicipais da NUT II NORTE e os concelhos adjacentes da NUT II CENTRO, instituições regionais de ensino, investigação e desenvolvimento, a Federação Nacional dos Apicultores de Portugal (FNAP) e a Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV).

A primeira reunião com todos os parceiros realizou-se ontem, 5 de Maio, em Viana do Castelo, para a apresentação do projecto e arranque dos trabalhos.

Este projecto procura dar resposta às necessidades de investigação identificadas no “Plano de acção para a vigilância e controlo da vespa velutina em Portugal”, que foi desenvolvido pela DGAV e pelo Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), em colaboração com o INIAV, com o objectivo de promover a vigilância e controlo da vespa velutina com vista à segurança dos cidadãos, à protecção da actividade agrícola e do efectivo apícola, bem como à minimização dos impactos sobre a biodiversidade.

Assim sendo, foram estabelecidas como acções prioritárias para este projecto o desenvolvimento de estudos e a investigação sobre reprodução, etologia, genética e sanidade da vespa velutina; avaliação de potenciais riscos sanitários para o efectivo apícola; modelos preditivos para a evolução da disseminação da espécie; e métodos para eliminação de espécimes e destruição de ninhos.

Integra ainda outras acções como o estudo do impacto da vespa asiática sobre os ecossistemas e sobre os serviços de polinização que suportam; a análise do comportamento biológico da espécie nas áreas de disseminação/ ocupação para definir medidas preventivas e de luta de uma forma mais efetiva; o desenvolvimento e teste de boas práticas de controlo e de erradicação da espécie; e a divulgação da problemática associada à introdução da espécie em Portugal e a promoção de acções de sensibilização pública para os riscos associados.