Steven Rod: Um DJ com espírito solidário

“Estas iniciativas não me cansam”

Tem 27 anos, já mistura as sonoridades do mundo desde os 15 e já tocou em três países num só dia.
No meio de toda esta confusão e correria, Steven Rod, o DJ monçanense que já conquistou o seu espaço nas melhores discotecas do mundo, ainda arranjou meia hora da sua vida (mais o tempo da viagem e uma paragem inesperada em operação STOP à entrada da vila) para participar num evento solidário em Melgaço.

O propósito era um Sunset Solidário, que a Santa Casa de Misericórdia de Melgaço promoveu em parceria com alguns dos bares de Melgaço a propósito do projecto Um Dia Pela Vida – Melgaço, da Liga Portuguesa Contra o Cancro. Melgaço encaixou-se na agenda depois de uma actuação em Gondomar e antes de outra em Lisboa, para onde iria a seguir a meia hora de actuação. Pouco tempo, mas viagem longa.

Entre o Pacha Ibiza e o Pacha de Ofir, o mundo é a aldeia do jovem monçanense que faz da mistura sonora a sua vida e a quem cabe por as pistas de dança ao rubro. O pedido para a participação nesta iniciativa solidária caiu a poucos dias e entre compromissos mas não disse que não, afinal “nunca sabemos quando seremos nós a precisar”, nota.

O facto de ter que fazer quilómetros para um evento assim não me custa nada, até porque um dia que precisemos também vamos querer que nos ajudem e que estejam do nosso lado”, frisa. “Esta é uma causa que me diz muito, já tive destas situações na família, sei o que se sente, o que se passa e sei o que as pessoas vão sentir quando há alguém a ajudar”.

Durante trinta minutos, esqueceram-se os aviões, as viagens longas de madrugada e as operações-stop; era pela causa que ali estava. Depois voltou tudo. A pressa em partir para Lisboa, e até a memória do dia em que, fintando o fuso horário, actuou em três países num só dia: Na Ásia, em Espanha e em Portugal.

“Isso é que é estar cansado, não só pela viagem, que satura muito, mas pela actuação, por não parar e as horas que não conseguimos descansar. Hoje é um desses dias, mas estou só num país, não preciso de apanhar aviões, simplesmente pego no carro e vou. Isto não custa, hajam mais iniciativas destas que eu, se puder, vou estar”, sublinhou.

Texto: João Martinho
Foto: 7Noites

(texto publicado na edição impressa do jornal “A Voz de Melgaço” de 01 de Julho 2016)