Arderam 25 000 hectares de Alto Minho no último Verão: Que soluções para a terra queimada?

Não plantar nada também é ajudar a floresta

No último Verão, em números relativos apenas ao Alto Minho, mais de 25 000 hectares foram consumidos pelas chamas, no período de 10 dias. 60 por cento da área ardida total foi em baldios e 17 por cento em áreas protegidas. As chamas consumiram ainda 17 por cento dos espaços florestais do Alto Minho e o Parque Nacional Peneda-Gerês viu desaparecer 4228 hectares da sua flora (e certamente também alguma fauna).

O que fazer depois de minimizadas as perdas, contabilizados os prejuízos? Reflorestar? Desenvolver uma acção mediática e expressiva de plantação de árvores autóctones poderá num primeiro entendimento parecer o procedimento correcto, mas veremos que nem sempre a natureza é assim tão linear na recuperação após um ataque.

O que temos presente até ao momento é que, na pior semana de ocorrências, no início de Agosto, a área ardida no Alto Minho coloca-nos próximo dos números de 2005, que ainda mantém o record de pior ano de que há registos no território.

Os alertas contra a plantação de resinosas ou outras mais combustíveis é o mais eficaz, mas não é suficiente para minimizar os riscos, já que, em tempo seco e condições propícias, o fogo consumirá também um carvalhal (esta sim, autóctone) ainda que mais lentamente pela resistência natural da árvore.

Hugo Novo, Biólogo e criador de cabras em regime de baixa densidade em Sistelo, Arcos de Valdevez, sugere que por vezes o melhor é “não plantar nada” e deixar a natureza ganhar camadas que garantam a fertilização suficiente quando o surgimento do carvalhal volte à mancha afectada.

Leia a reportagem completa na edição de Outubro do jornal “A Voz de Melgaço”

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