Diferenciação do Alvarinho da sub-região em estudo de mestrado

“Temos trinta e oito produtores de Alvarinho de marca registada, muitos mais a trabalhar, mas qual é o apoio e a consonância entre eles? Nenhuma”

 

Locais de produção como critério de diferenciação da casta Alvarinho: Um estudo exploratório” foi o título da dissertação de mestrado de Márcio Teixeira Ferreira, que tem o Alvarinho e a sua ligação ao território da sub-região de Monção e Melgaço como preocupação.

dsc_8384O jovem de 25 anos, natural de Monção, apresentou a tese na Escola Superior de Ciências Empresariais do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, a propósito do mestrado em Marketing, que lhe valeu 18 valores, no final do mês de Setembro.

Em entrevista a este jornal sobre as conclusões deste estudo, que se apoia em cerca de 800 inquéritos realizados a nível nacional para aquilatar da percepção que a população portuguesa – essencialmente mais jovem, no universo deste estudo – tem da região de origem dos vinhos Alvarinho.

Confessa-se “uma pessoa ligada à terra” e o seu gosto por Monção – que diz ter sido tema frequente dos seus trabalhos académicos e nas conversas com colegas – no entanto, garante que a defesa de uma das mais valias do seu território já lhe valeu alguns dissabores, nomeadamente a quase perda do emprego que tinha à altura, por ter participado numa manifestação realizada no Porto, onde se juntaram vozes discordantes do alargamento da Denominação de Origem Alvarinho a toda a região dos Vinhos Verdes. “Participei porque não gostei dos moldes, mas houve telefonemas para a minha entidade patronal a pedir o meu despedimento”.

Os números base para o exercício exploratório são fruto de cerca e oitocentos inquéritos online, lançados em várias plataformas a nível nacional e divulgado em universidades, escolas superiores e redes sociais, resultando uma análise que o autor considera terem uma margem de erro de apenas 3,5 por cento. As conclusões indicam que mais de 70 por cento da população associa a origem do Alvarinho a Monção e Melgaço, terroir considerado ideal para as potencialidades da casta, seguido de Amarante e a região do Cávado e Ave em terceiro lugar, embora esta última “com valores residuais”.

Leia a notícia completa na edição de 01 de Outubro do jornal “A Voz de Melgaço”.