Há nova Direcção, não há união: Divergências nos Bombeiros deixam população com os serviços mínimos

PSD Melgaço diz que há “motivações políticas” a impedir solução

A recente tomada de posse dos órgãos directivos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Melgaço, no início deste mês de Janeiro, enfrenta aos primeiros dias de exercício o seu maior desafio. Unir a corporação voluntária.

O desentendimento entre a Direcção e elementos do corpo activo, que resultou na exoneração de três elementos do Comando e a inactividade de 25 bombeiros, pedida pelos próprios, deixa a Associação Humanitária fragilizada, restrita apenas aos funcionários contratados, que garantem os serviços mínimos, nomeadamente o transporte de doentes e de administração.

O PSD Melgaço já reagiu à situação insólita, em comunicado onde pede que a população seja informada destes desentendimentos, “que se arrastam há algum tempo e que culminaram nesta situação desastrosa”.

“Se houver uma emergência em Melgaço, não teremos bombeiros para nos socorrer”, manifestam os social-democratas, que diz já ter solicitado reunião com a Direcção dos Bombeiros de Melgaço “no sentido de melhor nos inteirarmos da situação e tentar ajudar a encontrar uma solução urgente”.

A uma das ocorrências mais recentes, sabe “A Voz de Melgaço”, acabou por acorrer a corporação dos Bombeiros de Monção, depois de reencaminhada pelo INEM para os bombeiros, a quem caberá responder às chamadas de menor gravidade e/ou que não justifiquem aquele serviço da emergência médica.

Dado o ponto de situação, o PSD Melgaço diz que a autarquia deveria procurar uma solução para este impasse que mantém a corporação em suspenso, uma vez que o órgão autárquico “tem especiais responsabilidades neste assunto, na defesa dos interesses das populações e no que concerne à Protecção Civil, pelo que há muito tempo devia ter acompanhado esta situação e encontrando as necessárias pontes e soluções”.

O PSD local considera que a alegada passividade da Câmara se prende por motivos políticos e eventuais motivações do líder do executivo, apontando-o “refém da necessidade de conseguir ser novamente o candidato Socialista, não querendo por isso melindrar a comissão política local, que compõe a quase totalidade da direção dos bombeiros e que não apoia a sua recandidatura”.

Por sua vez, os social-democratas sublinham que “através da vereação e dos membros na Assembleia Municipal, tem vindo desde sempre a apelar, em especial ao Presidente da Câmara, para a necessidade de apoiar e dar mais atenção à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários, em especial ao seu corpo activo”.

“Apresentamos propostas concretas nesse sentido, no entanto temos esbarrado com uma indiferença assustadora. Estamos empenhados e tudo faremos para ajudar a encontrar uma rápida solução para mais este episódio negro no nosso concelho”, refere ainda o PSD Melgaço no mesmo comunicado.

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