Lugares de Penso voltaram a subir o monte para ‘alumiar’ a São Tomé

Do alto do monte de São Tomé e pelo segundo ano consecutivo, voltou a acender-se o colmo e as ‘fachuqueiras’ surgiram luminosas como nunca no breu que cedo cai sobre o monte, a 20 de Dezembro.

A tradição de ‘alumiar’ a São Tomé perde-se na história de alguns dos mais pitorescos lugares da Freguesia de Penso, entre eles o de Paradela, que pouco depois das 18 horas, já de noite, lança uma ou duas dúzias de foguetes, em consonância com os restantes lugares que cumprem a tradição.

Pelo segundo ano, a 20 de Dezembro de 2016, dois carros rasgaram a serra pela nova estrada de terra que dá acesso à capela no topo do monte e uma vez lá em cima, começa a dividir-se o colmo (palha de centeio) em pequenas ‘fachuqueiras’ para se acender e acenar, como se de uma tocha olímpica se tratasse, para quem cá de baixo espera ver o sinal.

Ao mesmo tempo, gritam-se algumas as frases que são tradição desde que há memória desta celebração: “Viva S. Tomé milagroso!”, a que o grupo responderá: “Viva!”. De novo: “Viva o novo e viva o velho!” e o grupo: “Viva!”. Agora uma terceira frase que neste caso, dado o acidentado da geografia da localidade e estando uns no topo da serra, faz sentido pelo cumprimento que parece dar a todos os que neste dia ‘alumiam’: “Viva o de cima e viva o de baixo!”, a que se segue novo “viva!”, dos que estão ali por perto e a quem nas redondezas ouça o pregão.

João Martinho

Leia a reportagem na edição de Janeiro do jornal “A Voz de Melgaço”

dsc_0650