“O Assassinato de Macário” percorre freguesias de Melgaço este fim-de-semana

As Comédias do Minho estão de volta a Melgaço com ‘O ASSASSINATO DE MACÁRIO’, o novo espectáculo da companhia, com criação de Tânia Almeida, actriz residente das Comédias do Minho. 

A peça de teatro, criada a partir da obra de Camilo Castelo Branco, é “uma comédia, das antigas, do tempo da Maria Cachucha e da expressão prosódia, de um tempo em que não havia google nem wikipédia para procurar o significado da figura e estilo supracitados”, relata a autora.

 Depois da sessão a 16 de Novembro, em Alvaredo, nas instalações da associação “A Batela”, o espectáculo apresenta-se em palco hoje à noite, pelas 21h30, na Casa da Cultura.

A peça percorrerá ainda as freguesias de Parada do Monte no dia 18 de Novembro, nas instalações da Junta de Freguesia, pelas 21 horas e ainda no dia 19, Domingo, pelas 18 horas, na Junta de Freguesia de Paços.

Sinopse

«A melodia do coração tem um ritmo próprio. Ele há amores que juram somente finar com as notas da Sra. Morte.
Contudo, também os há que acabam em ‘quatro tempos’, desafinam mesmo antes de chegar ao altar. É neste verdadeiro compasso que Itelvina se encontra em relação a Macário e, por conta disso, a ‘tropicaliente’ mexicana transtorna a pulsação de se pai Barnabé, cujo único ensejo é descansar numa casa de campo com repuxo.

O Assassinato de Macário é uma comédia, das antigas, do tempo da Maria Cachucha e da expressão ‘prosódia’, dum tempo em que não havia google nem wikipédia para procurar o significado da figura e estilo supracitados. Mas, apesar do pó que a obra de Camilo Castelo Branco tem, é um pó do bom, é pó cómico e pertinente. Porque haver humor no mundo e fazer rir de vez em quando é imperativo. E não digam que não dá para o público pensar, sendo o recurso ao dicionário recomendado e isto das expressões cool do futuro estarem esquecidas no passado.

Então, tal como uma nota musical ou a mola de um sofá, vamos tentar vergar, distender ou comprimir uma cena. Como artífices do tablado iremos afinar todas as peças, almejando construir uma só, feita de teatro, cómico.»

 ENCENAÇÃO Tânia Almeida
TEXTO a partir de Camilo Castelo Branco
INTERPRETAÇÃO Gonçalo Fonseca, Joana Magalhães, Luís Filipe Silva e Rui Mendonça
ESPAÇO SONORO E DESENHO DE LUZ Vasco Ferreira
CENOGRAFIA E FIGURINOS Ana Limpinho e Maria João Castelo
APOIO AO MOVIMENTO Leonor Keil

A peça de teatro está em digressão pelos cinco municípios do Vale do Minho: Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Valença e Vila Nova da Cerveira.