Destaques da edição de Abril do jornal “A Voz de Melgaço”

Num mês em que não sabemos se chegou a estação das flores ou um Inverno que demorou a “vestir-se”, neste fim-de-semana a meteorologia promete raios, trovões… e mais chuva.

Resignados que estamos pela necessidade que esta água que nos cai (literalmente) do céu tem para o equilíbrio da vida na terra, resta-nos – aos que puderem recolher-se nestes dois dias – colocar leituras em dia ou pegar de vez naquela tarefa eternamente adiada.

Ainda assim, o certo é que a Primavera já chegou e houve quem já completasse mais de 100. Nesta edição do jornal “A Voz de Melgaço” damos nota de dois centenários, naturais desta povoação raiana. José Gonçalves, melgacense, natural de Alvaredo, completou 101 anos em Março. Vive no Lar Pereira de Sousa, onde juntou alguns familiares e amigos em torno da festa oferecida pela instituição e recordou o tempo em que viu e venceu em África.

No ano anterior, em Março de 1918, nasceu Rosa de Jesus Meleiro, em Cavaleiro Alvo, o lugar mais afastado da freguesia de são Paio. Escapou da morte que tanta gente ceifou nesse ano e passado um século, em Braga, junto das filhas com quem reside há mais de 40 anos, celebrou 100 anos de vida bem vivida e consciente de toda a sua história.

Depois das aldeias, em 2017, a edição de 2018 do concurso 7 Maravilhas de Portugal senta-se à mesa para degustar o melhor da gastronomia portuguesa e experienciar o potencial turístico do país. Melgaço, naturalmente, tem muito a dizer sobre isto, por isso avançou sem rodeios com três propostas com o que de melhor se faz por cá. A lampreia, o presunto e o cabrito não podiam faltar nesta composição de cabazes, mas há muitos outros pequenos apontamentos da genuína gastronomia melgacense que merecem a referência.

Hoje, 7 de Abril, já pode conhecer as mesas pré-finalistas, no entanto, o texto publicado na página 3 da edição de Abril d’“A Voz de Melgaço” apresenta as três mesas que Melgaço lançou para este concurso. Apostamos tudo e sabemos que temos boas propostas mas, sobre o impacto nacional desta campanha deixamos apenas a reflexão: Lembra-se das Maravilhas da Gastronomia que venceram na edição de 2011? E das praias de Portugal que venceram o concurso em 2012? Pois…

Na rubrica “Escola Activa” recordamos algumas das actividades dos alunos do Agrupamento de Escolas de Melgaço, como a visita de uma turma do secundário à Assembleia da República, ou o intercâmbio escolar entre os alunos de Melgaço e os do liceu Victor Hugo, em Lavelanet, onde as crianças passaram uma semana que tão cedo não esquecerão.

O Papa Francisco pedia 24 horas para o Senhor e Melgaco não fez “orelhas moucas” ao apelo do mais alto representante do Vaticano. Centenas de pessoas juntaram-se em torno da mensagem e acompanhou, dia e noite, as celebrações que decorreram nos dias 9 e 10 de Março. O padre Carlos Martins congratulou os paroquianos pela franca adesão ao pedido da igreja e diz ainda que é preciso ouvir mais aquilo que diz o Papa Francisco. Até lá juntou centenas na adoração a Jesus. Falamos disto na página 10.

Duas marcas de Alvarinho de Melgaço foram buscar o ouro ao estrangeiro. Mas não é o ouro que o Brasil tanto reclama de volta. Este vem sob o título de medalhas e é uma sólida conquista para ambas as quintas melgacenses. 

O Soalheiro Clássico (da Quinta de Soalheiro, naturalmente) foi galardoado com Duplo Ouro no Japão, no Sakura, onde a marca já foi feliz em edições passadas do concurso; e o Alvarinho Casa de Canhotos foi também premiado com Medalha de Ouro no concurso internacional BACCHUS 2018, repetindo a façanha de outros anos. Um exemplo de que, mesmo sem esquecer os nossos, as marcas de Alvarinho de Melgaço impressionam mais longe do que na esfera afectiva ou no mercado da “saudade”.

Os alunos do Agrupamento de Escolas de Melgaço plantaram 60 árvores autóctones em Roussas. Na dimensão do terreno queimado no incêndio de Outubro de 2017 – que terá queimado cerca de 1000 hectares de terreno entre Roussas e S. Paio, segundo a Protecção Civil de Melgaço – está é uma pequena contribuição, mas ainda assim um primeiro sinal de esperança ‘verde’ e consciente para uma floresta mais organizada e sustentável. Nesta edição falamos desta iniciativa e esperamos que outras se sigam, para podermos dar boa nota disso.

Ainda no que ao meio escolar diz respeito (porque os mais novos também tem muito para contar) uma aluna da Escola Básica de Melgaço ficou no top 20 do Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos. Beatriz Alves chegou à final da 14ª edição do concurso, que decorreu em Torres Vedras, e assegurou o 17º lugar na competição. Mas os restantes 15 alunos também se fizeram valer! 

A exposição de fotografias antigas patente no Solar do Alvarinho até 15  de Abril (voltará a expor-se num dos pisos da Torre de Menagem, mas ainda sem datas) poderá ser um simples suporte para analisar a evolução do centro histórico da Vila, no entanto, são momentos da vida dos moradores que as cederam. No dia da inauguração recordaram-se histórias de um tempo vivido em comunhão com muitos, mas “muito severo”. Ouvimos alguns depoimentos, que estão nesta edição.

 

Na página 17 recordamos ainda as aventuras que deram origem ao Sport Clube Melgacense através de um dos seus fundadores. Há mais de 60 anos que o Sport Clube Melgacense fomenta o desporto local, mas isso deve-se muito ao empenho dos jovens que até de madrugada iam cortar mato para poderem jogar à bola. O clube foi oficialmente fundado em 1957 mas quisemos ir mais atrás, a 1955, perceber como tudo começou. Aurélio Cardoso, fundador, jogador e ex-presidente do clube da terra conta-nos histórias de um tempo em que os jogos eram de 20 contra 20 (os primeiros entre os atletas da casa, fica a ressalva) e eram uma alegria.

Na página 32 destacamos os primeiros números do Plano Estratégico e de Marketing para o Turismo, apresentados neste mês de Março. Espanha e França estão entre os 100 mil interessados na marca Discover Melgaço. O turismo tem margem para crescer em Melgaço, mas é preciso sensibilizar a população e agentes ligados ao sector para a importância de bem receber quem nos visita. Nos próximos meses algumas campanhas farão o trabalho nesse sentido. 

Melgaço recebeu a XXIª Gala dos Troféus “O Minhoto”, mas não tendo atletas candidatos ao troféu, nem sequer nomeados, o presidente da Câmara anfitriã aproveitou o momento para anunciar o reforço da parceria com a Associação de Ci­clismo do Minho, sendo de esperar já em 2019 “um plano de activida­des mais ousado, com uma enorme série de provas, algumas delas de nome nacional”.

O barquense Carlos Pontes percorre o PNPG para fotografar a vida selvagem e garante que não há ‘lobo mau’. É autor de excelentes imagens das espécies que povoam o Parque Nacional e defende que “uma gestão cinegética bem feita poderia evitar maior parte dos ataques às criações de gado”. Uma entrevista que vale a pena ler, na página 18.

A Autarquia foi conhecer as instalações e projectos da Santa Casa da Misericórdia de Melgaço para os próximos anos. O executivo de Manoel Batista prometeu apoiar a instituição em algumas das obras previstas, mas há todo um conjunto de renovações, ampliações e um orçamento de milhões a que só o Governo pode dar resposta. Saiba mais desta apresentação nesta edição.

Sabia que há espécies predadoras que podem colocar em risco outros peixes mais tradicionais nas águas do Rio Minho? Quem o garante é um dos fundadores e membros da Associação de Pesca Lúdica e Des­portiva de Melgaço (APLDM), Rui Táboas, que teme que as novas espécies, como a carpa, o achigã ou a perca-sol possam consumir até à extinção a truta ou o salmão, outrora reinantes neste rio. A ler com atenção, por pescadores e não só. 

Está quase aí! A Festa do Alvarinho e do Fumeiro de Melgaço volta para encher até às costuras, de 27 a 27 de Abril. A edição de 2018 estreará um piso novo, assim como notáveis melhorias na distribuição do espaço da Festa, com tenda única, que dará certamente uma visão mais ampla de toda a área de exposição e venda de produtos.

Boas leituras e, se não nos lermos antes, ficam os votos para que se divirta nesta festa que celebra muito do melhor que Melgaço e a sub-região de Monção e Melgaço tem para oferecer.