Destaques da edição de 01 de Maio do jornal “A Voz de Melgaço”

Já estamos todos alinhados em Maio, ou ainda há gente a recuperar de Abril?

É que isto, entre festas e feriados, foram dias ‘duros’ para quem aproveitou para comemorar a Liberdade, o Alvarinho, o Fumeiro, enfim… Ainda há pouco se trocavam desejos de bom ano e agora vemos que já está quase metade dele ‘usado’, sem que tenhamos percebido muito bem o que fizemos com ele.

Posta a introdução, que tanto podia ser dita aqui como numa mesa da Melgacense, resta acrescentar uma nota antes dos destaques. Pela limitação de espaço da publicação impressa, algumas peças ou reportagens de eventos realizados no mês de Abril não foram incluídas na edição de 01 de Maio. No entanto, serão publicadas diariamente no site do jornal “A Voz de Melgaço” algumas dessas notícias cuja publicação perderá interesse ou relevância noticiosa na próxima publicação em papel, a 01 de Junho.

Recordo ainda que a próxima edição assinala os 72 anos do jornal “A Voz de Melgaço”. Será por isso tempo de recordar a longa história deste meio de comunicação, mas também a história recente. Queremos ouvir o que tem para dizer sobre o jornal, críticas, sugestões, tudo. Ganhe coragem e mande o que lhe vai na alma para o e-mail: redacao@vozdemelgaco.pt. Se alguém tem algo a dizer, diga agora ou… diga para o ano, por exemplo.

Agora sim:

Em Melgaço, a discussão da proposta de parceria para a gestão multimunicipal dos sistemas de abastecimento de água e saneamento morreu quase à partida: A autarquia diz que reuniu com os presidentes de Junta, e após discussão em reunião e Assembleia Municipal no mês de Abril, o veredicto é não.

Manoel Batista prefere recusar a “cenoura” que o projecto de parceria promete – que prevê um fundo de investimento próximo dos 30 milhões para os próximos 30 anos, a aplicar nos municípios que aderirem – e mantém a gestão do serviço na competência da autarquia. Apesar dos aumentos, que em qualquer dos cenários vai acontecer, a Câmara assegura que consegue uma poupança de 50% para os consumidores domésticos em relação às taxas previstas pela parceria. Veja o que se diz disto nesta edição.

 

Abril já lá vai, mas nunca passa de moda recordar os heróis de um Abril que tornou cada dia 25 do mês uma memória nacional e internacional.

Assim, por altura dos 44 anos do golpe de Estado falamos com Rui Táboas, o soldado ‘Melgaço’, que foi força activa desta mobilização para o fim do regime. No texto “Do serviço na Porta de Armas ao serviço da Revolução dos Cravos” contamos a história do jovem melgacense que, estando em França e com vontade de adiar o serviço militar, acabaria por entrar para a história de Portugal através na porta 10 da rua Edouard Fournier. Não dá para contar em meia dúzia de linhas, por isso o melhor é ler com tempo, quando o jornal chegar.

 

Porque é que Portugal está na moda? É pela segurança, pela gastronomia, pelo facto de ser um destino barato… Ou um somatório de tudo isto?

Por cá somos sempre todos suspeitos, pois é inevitável não ficarmos todos inchados quando falamos das qualidades do nosso país aos outros, ainda que (vamos admitir) muitas vezes não saibamos se é bem assim. Por isso solicitamos a três portuguesas, que vivem a experiência do boom turístico português de a partir de perspectivas e países diferentes, que nos revelassem como é que os estrangeiros entendem o nosso país.

“Quando saímos da nossa zona de conforto, gostamos de encontrar conforto no destino que escolhemos”, diz-nos uma das participantes neste exercício, Janine de Miguel. Simples, mas directo à questão nuclear que qualquer viajante, por mais aventureiro que seja, procura corresponder. E não é verdade Portugal é uma enorme e acolhedora ‘casa da avó’, do Alto Minho ao Algarve (e ilhas)?

 

E já que estamos no registo da mística das casas aconchegantes das avós, falemos de uma loja que adoptou o conceito.

Tiffany fugiu da terra dos ‘bifes’ e foi o melhor que fez. Com saudades de casa, voltou para o Minho, onde a comida lhe sabia melhor e o seu projecto de vida fazia mais sentido. “A Loja da Avó Maria”, no centro da vila melgacense, quer mostrar que há montras com odores e sabores feitos no Minho. E é tudo feito de Vila Verde para cima, desde os sabonetes aos licores. Do vinho, nem vale a pena falar…

Desafiou os artesãos de Melgaço a apostarem na criação de produtos que os turistas possam levar como recordação. Vejamos como reagem…

 

Cristóval recebeu a terceira reunião descentralizada do executivo municipal, onde foram anunciados aos munícipes que assistiram à sessão algumas obras estruturantes e de recuperação a realizar na freguesia. O acesso ao marco Nº1, a recuperação da estrada entre o cemitério e Campo de Souto, a Rua Verde e outros projectos de menor expressão tornaram a sessão mais interessante para a assistência.

 

O Clube de Veículos Antigos de Melgaço, de que já não ouvíamos falar há quase dois anos, voltou para dar uns ares da sua… classe. Por altura da Festa do Alvarinho e do Fumeiro, mais de 30 viaturas concentraram-se no Largo Hermenegildo Solheiro, frente à Câmara Municipal, visitaram a festa e visitaram museus e o património.

Louvamos, mas ainda não se sabe bem que tipo de regresso é este, embora um dos representantes do clube queira lançar outra iniciativa lá para o Verão. Mas ninguém se comprometeu, por isso, até que se efective, saiba o que se disse e viu neste renascer do clube.

 

 

A Casa do Povo de Melgaço, após a tomada de posse da actual direcção, poderá ver concretizado um dos seus mais ambiciosos projectos.

Fernando Pereira diz que as pesquisas para a formação do Rancho Folclórico da Casa do Povo estão “quase a terminar” e espera ter o processo de organização desta recolha – que engloba os trajes, as cantigas e os costumes tipicamente melgacenses – concluído até ao final deste ano ou início de 2019.

O levantamento deste património material e imaterial das gentes melgacenses tem revelado surpresas nas freguesias de montanha, onde há maior espólio para compilar e tornar qualquer grupo de folclore melgacense 100% livre de plágios de outros. Mas ele explica isto melhor, por isso é preferível ler o texto e ver se o que eu tentei sintetizar bate certo.

 

A taxa de global de execução orçamental de 2017 ficou-se pouco acima do 70%, mas o município não se alarmou com isso. Os anos anteriores deram resultados mais positivos e 2018 e 2019 prometem ser de obra significativa em todas as frentes. Recuperação de estradas, construção de pontos de atracção turística, limpeza de trilhos… Assim escrito, parece que está tudo. Dizem que faltam termómetros, mas não averiguamos, não sabemos como foi…  

 

Em 2017 ardeu, toda a gente chorou Pedrógão e se voluntariou para contribuir, mas parece que os apoios não saem do fundo reservado para o efeito sem a burocracia tipicamente portuguesa.

No texto “Para a Pro Apis, a página dramática dos incêndios de 2017 ainda não está virada”, destacamos a produção apícola de Carla Cristina Esteves e Paulo Gonçalves, que perdeu cerca de metade da sua criação de abelhas nos incêndios que afectaram o concelho de Monção, onde tinham três apiários. Resta a esperança de que os apoios ainda possam chegar e alentar a que façam o repovoamento que perderam, mas a tarefa pode durar anos.

 

A Festa do Alvarinho nos recordes: Então parece que ultrapassou os 65 mil, não foi? Na verdade, tanto podíamos avançar 65 como 70 mil. Não há contagem efectiva de entradas e nem mesmo a venda de copos dá uma ideia aproximada do público que passou pela festa ao longo dos três dias, por isso, assegurado que está o sucesso, vamos tratar de outros assuntos mais importantes.

O cartão de visita de Portugal enquanto destino de férias já não é só sol e praia, garante-nos Nuno vieira e Brito, professor na Escola Superior Agrária de Ponte de Lima e ex-Secretário de Estado. “Dentro das diferentes escalas identificadas, a da gastronomia e vinhos suplantou como razão de vinda a Portugal o sol e praia”.

Devemos debruçar-nos sobre isto, aproveitar a tendência e preparar-nos para o que aí vem. E aí sim, já é mais importante anotar o número de visitantes.

Boas leituras!