Desporto: É hoje que começa a contar para o Futsal feminino do SC Melgacense

Depois de uma série de amigáveis dentro e fora de portas durante a pré-época, a equipa feminina de Futsal sénior do Sport Clube Melgacense avança hoje (sábado, 27 de Outubro) para o seu primeiro embate a somar para as contas do campeonato.

Após o sorteio da Associação de Futebol de viana do Castelo (AFVC), quis a sorte que o primeiro jogo das atletas do clube melgacense fosse em casa – no Pavilhão do Centro de Estágios, às 21 horas – contra um dos favoritos, a AD “Os Limianos”.

Favoritismos à parte, o campeonato do futsal feminino estreia-se para a época 2018/2019 com sete equipas em competição, após chegadas e partidas, confirmadas durante o interregno. Assim, na linha de partida do campeonato que hoje começa, estão: SC Melgacense, AD “Os Limianos”, Arcos S. Paio, ACD Castanheira, GD Vitorino de Piães, UD Raianos e Deucriste.

Gabriel Ribeiro e Helder Silva (treinador | treinador-adjunto)

Gabriel Alexandre Ribeiro e Hélder Silva, treinador e treinador-adjunto, respectivamente, notam uma considerável “evolução” deste grupo que continua a sofrer alguns ajustes ao longo desta preparação para as competições que a partir de hoje deixam de ser ‘a feijões”.

“Nota-se uma boa evolução. Numas é mais evidente do que noutras, mas são os primeiros jogos, acusam sempre mais algum nervosismo, é normal esta é a primeira época delas”, notam.

Não desmentem alguma desvantagem em relação às restantes equipas do distrito em competição, mas prometem surpreender, apesar de “noventa por cento da equipa não ter qualquer histórico no Futsal ou neste tipo de desporto”.

Apesar de ser uma autêntica corrida contra o tempo para assimilarem regulamentos, técnicas e tácticas antes de entrarem em jogo, Gabriel Ribeiro diz que as atletas “assimilam bem o que dizemos nos treinos. E quando erram, fazemos o reparo e elas rapidamente corrigem, se calhar mais rápido do que o fariam alguns homens!”.

“…no Futsal não há posições rígidas, temos de estar sempre a mexer”.

Para já – e logo se verá se a lição foi bem estudada – os treinadores querem consolidar a defesa e evitar sofrer golos. “Depois no ataque ou em contra-ataque, temos jogadoras que fazem a diferença, que conseguem sair com a bola. Para já temos de aguentar os jogos assim, no futuro faremos de outra forma”.

E como se sente quem está dentro das quatro linhas?

Para entender como é a tensão dos primeiros jogos e a união do grupo, questionamos a capitã da equipa, Eliana Carvalho, que nos dá nota da evolução das atletas, mas de uma análise pragmática em que há “muita coisas para melhorar”.

“São os primeiros jogos, vamos sempre com receio para o campo, aquele sentimento de que temos menor capacidade que as adversárias, mas em relação ao que éramos quando começamos os treinos até este momento, há uma grande evolução. Obviamente que não chega, temos muita coisa para melhorar, como a resistência, porque vão ser trinta minutos cada parte”.

E sobre a mobilidade das atletas em jogo, como está a união táctica da equipa, há algo a aperfeiçoar?

“Temos que conseguir-nos desmarcar. Muitas vezes estamos paradas, não estamos à procura de bola e nisso falhamos porque no Futsal não há posições rígidas, temos de estar sempre a mexer. Temos de ser capazes de antever as jogadas das colegas sem termos de estar a chamar, porque também estamos a alertar a adversária”.

Desejo para esta primeira época? “Ficar na primeira metade da tabela. Desistir não vamos desistir”.

O melhor mesmo será confirmar, a partir da bancada, como se comporta o plantel, na grande estreia em jogos oficiais, logo à noite no pavilhão do Centro de Estágios.

 

DESTAQUES:

Jéssica Esteves: 

TÁcticamente acima da média, percebe o que tem de fazer, sem dicas, como boa correcção táctica e desempenho entre o pivot e o avançado. Desempenho aperfeiçoado, provavelmente pela experiencia que tem do desporto escolar.

Susana Oliveira

De luvas calçadas e posicionamento determinado, a guarda-redes é eficiente no que faz, sabe defender. Falta-lhe um treinador de guarda-redes para a poder evoluir e desenvolver ‘skills’, se devidamente treinada poderia ser uma referência na distrital.