Há uma nova dimensão da marca Soalheiro para descobrir antes da próxima vindima

Marca mostrou que “fazer pequeno, seria muito mais caro”

 

As obras de ampliação do espaço de adega e salas de prova e recepção aos turistas – com um investimento global de 1 milhão de euros, apoiado pelo Programa de Desenvolvimento Rural 2020 (PDR 2020) – mereceram no passado mês de Janeiro a visita do Ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, acompanhado pela Secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, o Secretário de Estado da Defesa do Consumidor, João Silva Torres e o Secretário de Estado da Valorização do Interior, João Paulo Catarino.

O projecto de modernização e requalificação da adega Soalheiro, que coloca quase a anos-luz os primeiros passos da marca soalheiro, em 1982, não foi contudo esquecido no dia da visita do Governo. António Luís Cerdeira, um dos filhos do fundador e um dos rostos continuadores da marca Soalheiro, confirma a homenagem do projecto à origem de tudo, isto é, ao local onde, no início da década de 80, “saiu o carro da garagem e começou o Soalheiro”. Essa memória estará presente na Sala de Prova “Origem”, uma das três salas para o efeito que a nova infra-estrutura contemplará.

Além das salas de prova, haverá ainda uma nova área de recepção, com loja, e até um jardim de aromáticas, a nova aposta da Quinta de Soalheiro que reforça a aposta nas infusões, que terá uma área de apresentação privilegiada das aromáticas “típicas do nosso território” na cobertura da nova adega.

A expansão da área notar-se-á naturalmente nas áreas essenciais da marca, nomeadamente o armazenamento e engarrafamento, suprindo assim alguns constrangimentos que António Luís Cerdeira diz que a equipa sentia nos últimos anos.

“Tínhamos alguma dificuldade com o espaço, com a estrutura de engarrafamento e de logística. Com esta nova área vamos ter mais folga e elasticidade para podermos crescer, embora não seja esse o nosso objectivo, o nosso grande objectivo é ganhar qualidade na produção”, esclarece.

A aposta na ampliação em grande dimensão não preocupou, em nenhuma fase do processo, os representantes do Soalheiro, nem na hora de olhar para o orçamento: “Seria muito mais caro se o fizéssemos pequeno”.

É a capacidade de trabalho dos portugueses que coloca empresas nos “melhores indicadores de performance internacionais”, diz Ministro

No final da visita às instalações da Quinta de Soalheiro, o Ministro da Economia elogiou o alinhamento do Alto Minho com a tendência do resto do país no “investimento continuado de aposta nos factores de competitividade da economia portuguesa”.

“As empresas do Alto Minho estão a fazer um percurso notável de atracção de investimento, de aumento de exportações e de criação de emprego. A coisa mais interessante que eu vi, das várias empresas internacionais com que contactei, é que encontram em Portugal, mas particularmente no Alto Minho, uma capacidade de trabalho absolutamente notável. É isso que faz com que muitas empresas internacionais estejam nesta região e tenham os melhores indicadores de performance de todos os grupos internacionais. Quando um país tem esta riqueza, pode começar a deixar de pensar em ter só mão-de-obra e passar a ter mentes de obra, investir na inovação, qualificação e investir no futuro com confiança”, destacou Pedro Siza Vieira.

João Martinho
(texto publicado na edição impressa de 01 de Março do jornal “A Voz de Melgaço”)