Carlos Lopes cortou a ‘meta’ da 5ª Edição do Alvarinho Wine Fest

A abertura da 5ª Edicão do Alvarinho Wine Fest decorreu ontem, 8 de Junho, e contou com uma especial presença: O campeão olímpico Carlos Lopes, que dá nome ao pavilhão localizado no coração da cidade de Lisboa, presidiu à cerimónia de abertura, com direito ao corte da “meta” (a fita) do evento.

Uma “rara” presença em eventos para os quais é convidado naquele espaço, como o próprio atleta assume, em declarações ao jornal “A Voz de Melgaço”.

“Recebo muitos convites, mas raramente aceito. Mas a oportunidade de conhecer os Vinhos Verdes de uma área que não é tão comum, é algo que diria que faz parte da nossa natureza. E tenho apreciado vinhos verdes extraordinários, estou a conhecer o bom que há e que se faz em Portugal. São por isso momentos que ficam na história também”, destacou Carlos Lopes.

E o seu sucesso, coroado com ouro em vários campeonatos mundiais de corta-mato e nos Jogos Olímpicos de 1984 (Los Angeles), nunca dispensou o melhor néctar à mesa, longe da tendência ‘alcohol free’ que hoje reina no mundo desportivo. “Sempre bebi vinho às refeições. O vinho fazia parte dos meus hábitos á mesa, e sempre apreciei os Vinhos Verdes. E hoje continuo a manter o meu ‘regime’, e a partir de agora a incluir o Alvarinho também”, ressalvou o atleta, que é – vale a pena recordar – o primeiro português a receber a Medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos, atingindo uma marca cujo recorde apenas foi quebrado em 2008 (em Pequim), 24 anos depois.

“Valeu muito a pena a persistência”

Na festa, perfilam-se 29 produtores de Alvarinho e 7 de produtos locais, de fumeiro e queijo de Melgaço e Monção, que mostram, até amanhã, dia 10 de Junho, o melhor do território da sub-região nobre dos alvarinhos.

“Valeu muito a pena a persistência, desde a primeira edição. Viemos para aqui [Pavilhão Carlos Lopes] no ano em que Monção retirou o apoio a festa. Foi aí que Melgaço persistiu e se manteve nesta realização e valeu muito a pena. É uma montra que mostra os produtos não só à população de Lisboa, mas também a todos aqueles que visitam a cidade e a Feira do Livro [que decorre no Parque Eduardo VII, próximo do alvarinho Wine Fest]. A aposta está definitivamente ganha e é para continuar”, considerou Manoel Batista, presidente da Câmara Municipal de Melgaço.

Nas propostas gastronómicas, Melgaço apresenta o fumeiro de Melgaço e, pela primeira vez, o bife de Presunto de Melgaço, confeccionado pelo restaurante Chafarix, que soma já a sua segunda presença em Lisboa.

“Não queremos que olhem para nós como os coitadinhos que estão lá no Norte, estamos fortes e vivos”

Monção, que voltou à parceria (após a interrupção), em 2018, já no Pavilhão Carlos Lopes, apresenta os vinhos mas também a gastronomia, com o prato consagrado uma das 7 Maravilhas à mesa: O Cordeiro [popularmente conhecido como Foda] à Moda de Monção, que reúne os convivas num espaço de restauração ampliado e com ofertas gastronómicas que tem muito de Monção e Melgaço na origem.

“Aproveitamos para juntar àquilo que já era um sucesso, que era trazermos o vinho até Lisboa, para trazer o território no seu conjunto: O vinho, as pessoas, a nossa gastronomia e a nossa cultura. O vinho é uma parte integrante do nosso território e o Cordeiro, que na primeira apresentação em Lisboa ainda não era uma das 7 Maravilhas”, destacou por sua vez o autarca de Monção, António Barbosa.

O edil monçanense quer que esta presença em Lisboa seja uma prova de força do território. “É a demonstração de que os nossos territórios estão cada vez mais fortes e conseguem mostrar que tem cada vez mais valência. Não queremos que olhem para nós como os coitadinhos que estão lá no Norte, nós estamos fortes, vivos e hoje estamos a mostrar precisamente isso”, sublinhou.

João Martinho