Destaques do Mês: Edição de 1 de Setembro do jornal “A Voz de Melgaço”

om a época de festas e romarias quase a acabar (findo o Verão, começam as colheitas e outras cautelas para enfrentar o Inverno), a edição de Setembro do jornal deixa em resenha alguns dos eventos que marcaram a agenda de Julho e Agosto. Naturalmente, o sol e as festividades do Verão apelam ao lazer e à vivência de bons momentos e reencontros familiares, mas um jornal não poderia dar nota apenas disso.

Setembro é também tempo de pensar no regresso à escola para os mais novos e tudo tem de ser preparado atempadamente para que o primeiro dia de aulas seja apenas uma fase do processo, sem sobressaltos.

No entanto, o colaborador António Alberto dá-nos nota de um assunto que na génese parecia salvar as economias das famílias com filhos, mas não é assim tão ‘cor-de-rosa’ como foi pintado.

No texto de opinião “Agradecimento ao Governo de Portugal, ao Ministério da Educação e a um Agrupamento de Escolas de Braga”, António revela que os manuais “reciclados” que lhe foram entregues estavam impróprios para o ano escolar dos seus filhos… E que deveriam era ter sido efectivamente reciclados, no papelão. A sugestão fica implícita, mas o autor diz-nos que os guardará religiosamente até ao momento da entrega, no final do ano lectivo. Um assunto que merecerá a atenção de todos…

A Casa do Povo de Melgaço apresentou o seu Grupo Etnográfico e a atenção ao detalhe, nos trajes ou no reportório musical, mereceu vários elogios. A primeira apresentação pública, no dia da Festa do Emigrante, mereceu reportagem. A ler.

Grupo Etnográfico da Casa do Povo de Melgaço | Pormenores do traje/calçado

Também Alvaredo olhou para a sua história e para a missão da paróquia e quis dar-lhes uma ajuda: Há mais de 30 anos que não se fazia o “Ramo” e este regresso foi auspicioso para a pitoresca tradição. As oferendas superaram as expectativas e a festa juntou centenas de pessoas da comunidade.

Em “Branda da Aveleira: Um caso de estudo que contraria as tendências do País?”, a Dra Isabel Domingues conta-nos uma história de revitalização de um espaço que muitos conhecemos pelo nome e quase nos esquecemos do conceito que lhe está na origem. O Batateiro, outrora grande área de produção de batata, poderá voltar a ganhar vida. Saiba que projecto começou para aquela área, e de que forma poderá fazer parte da próxima colheita…

 

Não sendo uma comunidade próxima, a distinção do município de Melgaço enquanto “Juiz Honorário de um micropaís que esteve sem coroa durante oito séculos” trouxe a história do Couto Misto até estas bandas. Partilhamos a realidade de povos da raia e só não partilhamos do mesmo tipo de privilégios porque não deixaram. Teria sido a galinha dos ovos de ouro, no tempo do contrabando…

“Sou da terra mais a Norte, onde tudo começou… António Zambujo e Bruno Pereira exultaram o orgulho melgacense em concerto “memorável”, nas festas de Agosto. O melgacense Bruno Pereira cantou uma das “dele” e Zambujo acompanhou-o no novo “hino” de Melgaço. Ainda esperamos um vídeo que nos recorde cada segundo desse momento, mas para já temos uma imagem do momento que até deixou Mário Monteiro, que iniciou este movimento de amor a Cevide e às raízes melgacenses, satisfeito com aquilo que se viu em palco. A recordar.

“As zonas industriais são necessárias? Verdadeiro, mas….” É o título da reflexão na rubrica Nortada, de Jorge Ribeiro. Na altura em que se discute o plano da nova Zona Industrial de Alvaredo, o consultor diz-nos que “a criação de zonas industriais sem o necessário planeamento territorial, mais que um factor de cresci­mento, podem representar apenas um desperdício de recursos ou, pior, um factor de desestabilização, preju­dicial à economia local, com todas as consequências negativas daí decorrentes”.
Leia e faça também a sua reflexão sobre o futuro industrial do concelho.

Melgaço em Patins encheu o Parque do Rio do Porto na IIª Gala de Verão e quisemos guardar duas imagens essenciais desse momento nesta edição.

O Dia do Brandeiro continua a trazer memórias cada vez mais autênticas do que era a vida na branda e conquista a cada ano cada vez mais visitantes. O fim-de-semana de festejos é recheado de momentos que são verdadeiros gatilhos para recordar como era a vida de outros tempos, por aquilo que se vê, que a aragem da montanha faz sentir e até pelos sabores que se experimentam. Nesta edição ficam algumas imagens e quiçá o estimulem a visitar a branda, no próximo ano…

Ainda sobre o Melgaço em Festa, o programa fechou com folclore, tal como tinha começado, mas pelo meio houve festas para (quase) todos os gostos. O presidente da Câmara Municipal de Melgaço, Manoel Batista, diz conhecer as críticas de quem não tem o mesmo entendimento do programa, mas entende que as opções tomadas têm granjeado mais simpatias do que contestações, por isso manterá a linha de programação assumida, com algumas “afinações”.

Não saiu na edição anterior, por isso são ecos de Julho, mas é oportuno lembrar uma outra festa, mais “alternativa” e única, quer pelo cartaz, quer pelo contexto. A segunda edição do Lamas Sons & Ventos voltou ao parque da Porta de Lamas de Mouro e retirou ‘monopólio’ cultural ao município. “É a prova de que os privados têm um papel importante. O município não pode fazer tudo”, reconhece Manoel Batista.

Os nomes que subiram ao palco natural gostaram da experiência e a organização quer que esse sentimento de comunhão entre a música e a natureza se estenda à comunidade melgacense e outros visitantes. Veja como correu… e se o género o anima a participar na próxima edição.

Fizemos também uma síntese do que será o conceito de lojas Pop-Up, uma nova forma de ocupação do espaço urbano, replicando o exemplo praticado no município de Altena e que por cá tem boas perspectivas de revitalização dos espaços comerciais locais. Há dois textos que nos elucidam sobre esta troca de boas práticas europeias. Veja se tem algo para vender, afinal, “Aqui não paga renda: Melgaço arranca em Setembro com as lojas Pop-Up”.

“Minho é líder nos principais indicadores de crescimento turístico do país” e vale pela paisagem mas também consegue competir no património histórico edificado. A região tem mais de 100 monumentos nacio­nais classificados, ou seja, sensivelmente os mesmos monumentos nacionais classificados que tem a Área Metropolitana de Lisboa e cerca do dobro de monu­mentos nacionais classificados da Área Metropolitana do Porto. Veja os outros números que realçam as potencialidades, nesta edição.

“Da ‘cucha’ ao casamento: Uma discussão medida a passo em Castro Laboreiro”. Os castrejos tinham muitas particularidades. Namorava-se às escondidas (a cucha) e aí se o povo soubesse, mas nem no dia do casamento as coisas eram fáceis. Os padrinhos mediam o orgulho do respectivo noivo com mão de ferro, antes do consentimento e da subida ao altar. Uma tradição para recordar, nesta edição.

A representação da boda castreja realiza-se no mesmo dia que o Concurso Tradicional do Cão de Castro Laboreiro, uma raça que tem vindo a cativar o interesse dos criadores para a única raça de cães com ‘pedigree’ no PNPG. Também damos nota do centenário concurso, que embora com poucos exemplares em avaliação na edição de 2019, tem acompanhado com atenção a implementação da raça na comunidade.

Associação de Penso juntou mais de uma centena em dia de Convívio do Emigrante.

Na rubrica “Viagens Nesta Nossa Terra”, o professor Valter Alves faz “Um retrato da freguesia de S. Paio (Melgaço) de meados do século XVIII” que merece leitura atenta. É uma verdadeira síntese histórica, com números de censo, que ajudará a entender melhor a demografia da freguesia.

Estes são alguns dos temas, mas estamos certos que haverá outros que merecerão também a sua atenção… Ou uma “vista de olhos”.

Boas leituras!