Apaixonaram-se pelo Flamenco em Sevilha. A saudade adicionou-lhes o Fado. Vamos vê-los hoje?

 

O projecto musical português que cruza o Fado com o Flamenco, nasce em Sevilha no ano de 2008, pelas mãos de Ana Pinhal e Francisco Almeida.

Em 2003, Francisco teve o primeiro contacto com a guitarra flamenca, tendo feito, mais tarde, vários workshops e master classes em Córdova e Sevilha. Aos 27 anos rumou de novo a Sevilha onde durante três anos estudou guitarra flamenca na Fundación Cristina Heeren.

Ana Pinhal começou por se dedicar à canção Pop, à Bossa Nova e ao MPB, até que, em 2002 integrou os coros de BoiteZuleika, banda com a qual viria a trabalhar até a sua extinção (2006), participando no disco “Éramos Assim” (2005).

O desejo de aprender mais levou-a a frequentar aulas de formação musical e canto. O primeiro contacto com o Cante Flamenco foi-lhe proporcionado pelo Francisco, que por esta altura já se interessava pela guitarra flamenca. A curiosidade que aquela arte lhe despertou fê-la deslocar-se para Sevilha onde, durante três anos, estudou Cante também na Fundación Cristina Heeren.

Surpreendentemente foi em Sevilha, talvez pela saudade, que o fado conquistou o seu coração e foi da comunhão com a guitarra do Francisco que fez nascer Fado Violado. Agora acompanhados por guitarra portuguesa, baixo, percussão e palmeiras, os Fado Violado apresentaram o seu primeiro álbum “A Jangada de Pedra” em Portugal, Espanha, França, Bulgária, Roménia e Holanda.

A actuação do duo português abre hoje, pelas 22 horas, a nova temporada de espectáculos do All Music Fest na Casa da Cultura de Melgaço, que até ao mês de maio, traz cinco nomes a este município. Capitão Fausto, Omiri, Melgaço Canta Liberdade e Txiribiti são as restantes propostas.