Angelina Gonçalves vai estudar a relação homem-lobo em Melgaço. E quer ouvir a sua história


Foto(lobo): Carlos Pontes

A melgacense Angelina Gonçalves, de 20 anos de idade, a frequentar o 3º Ano do curso de Biologia e Geologia na Universidade de Aveiro, vai percorrer as freguesias de montanha de Melgaço para avaliar a relação do Homem com o lobo no território.

A pesquisa, intitulada “relação Homem-Lobo em Melgaço”, apesar de ter motivações académicas, pretende ser mais do que um copy-paste de conhecimentos já compilados em estudos anteriores.

“Já há estudos sobre isso, mas neste quero ir eu para o terreno, recolher os dados”, começa por explicar.

Entretanto, a propagação do coronavírus COVID-19 impediu-a a fazer uma acção junto das escolas locais, onde seria realizada uma sessão de sensibilização junto dos mais novos e posteriormente, uma avaliação da percepção que esta camada populacional tem dos contos e mitos sobre o lobo.

Junto da população adulta e mais idosa, Angelina Gonçalves pretende fazer um levantamento das histórias e eventuais experiências com o lobo. Ciente de que num passado não muito distante, homem e o imponente e mítico predador das montanhas ibéricas conflitavam na luta pela sobrevivência, a estudante quer de Biologia e Geologia quer contribuir para “apaziguar o conflito das populações de montanha com o lobo”.

Desta pesquisa, cujo tema foi escolhido pela própria, dado o seu fascínio pelos lobos, Angelina Gonçalves diz que há a possibilidade de compilar toda esta investigação em livro, em momento oportuno e que poderá merecer atenção das entidades promotoras do turismo na região.