Horacio Gil quer ponte com livre-trânsito entre Arbo e Melgaço para enfrentar crise económica


Texto e fotos: João Martinho/AVM


Sobre a ponte internacional, na linha que divide as águas do Rio Minho e a fronteira administrativa entre Portugal e Espanha, Horacio Gil Expósito, alcalde [presidente de Câmara] do concelho de Arbo, congratulou os governos de ambos os países pelo acordo em reabrir o trânsito transfronteiriço para trabalhadores e mercadorias – nos dias úteis entre as 7h e as 21h – mas ambiciona “o fluxo que permita a actividade económica, social e cultural intensa entre os territórios”.

O representante do concelho galego de Arbo foi um dos presentes na comunicação das medidas compensatórias para o território integrante do Agrupamento Europeu de Cooperação Transfronteiriço (AECT) Rio Minho, promovido pelo agrupamento liderado por Úxio Benitez e que representa os dez concelhos do Alto Minho e dezasseis da província galega de Pontevedra.

Recordando o tempo em que a passagem entre Arbo e Melgaço era possível apenas de “barca”, em ponto de embarque ainda visível na margem sob a actual via, Horacio Gil refere que “custou muito esforço e muito trabalho, convencer as entidades para que se construísse esta ponte. Isso torna mais duro que, nas circunstâncias actuais, em que que se adivinha uma crise económica consequente desta crise sanitária, não se possa utilizar para melhorar as condições de vida das populações de Arbo e Melgaço e de Espanha e Portugal em geral”, lamentou o alcalde.

Horacio Gil desafiou ainda as entidades competentes a “conhecer a realidade do nosso território” para alargarem, com o devido controlo sanitário, o transito neste ponto de passagem e validarem o pedido de apoio que os autarcas de ambas as margens do rio fazem no âmbito dos fundos comunitários 2021-2027, através do AECT Rio Minho.

“Seguramente que, com esse conhecimento, estarão de acordo com os alcaldes e presidentes de Câmara e populações de um e do outro lado do Rio Minho, com a necessidade de voltar a que o fluxo através desta vida de comunicação seja o que sempre foi e que não se volte a reproduzir uma situação como esta” reforçou.