Brutos na batalha, finos à mesa: Estudo sugere que já os fenícios e os romanos bebiam Alvarinho da Galiza


Texto: Carlos Nuno || Foto: SI/DR


 

Um texto do jornal “Faro de Vigo” de 10 de Junho intitula: “El Albariño hunde sus raíces en la época galaicorromana” e em subtítulo, acrescenta, em versão minha: “Uma equipa de cientistas e arqueólogos galegos descartou definitivamente a tese de que esta variedade proceda do Reno e que tenha sido trazida pelos monges de Cluny”.

O mencionado texto informa ainda que o cultivo da vinha remonta, como mínimo, aos fenícios e que as sementes mais antigas de videira na Galiza se localizaram no Areal e Reza Vella. Foram essas as escolhidas para o estudo das autoridades académicas.

Acrescenta ainda a notícia que as investigações realizadas assinalam que o vinho era consumido em zonas urbanas da época romana, aonde chagavam em ânforas transportadas em barcos. O único lugar de produção na Galiza, nesses recuados tempos, está situado, até à data, na Calle Ferreiría, em Caldas de Reis (Pontevedra).

O autor do texto afirma que, “certamente os nossos antepassados romanos também cultivavam e bebiam alvarinho há 2 mil anos”. É a conclusão a que chega um grupo de estudiosos do Grupo de Viticultura de la Missión Biológica de Galicia (CSIC) e de Pontevedra e a Universidade de Santiago (USC).