Dinheiro difícil… até para levantar, em Castro Laboreiro


Texto: João Martinho || Fotos: Jacinto Silva Duro (Facebook)


A mensagem que nos foi reencaminhada por mensagem via Facebook chama a atenção para uma publicação de Jacinto Silva Duro na mesma rede social, onde consta que, de passagem por Castro Laboreiro e perante a necessidade de levantar dinheiro no único terminal existente na vila castreja, se viu impossibilitado por uma “avaria” alegadamente persistente.

“Nada como fazer o Caminho de Santiago – ou até passear com a família em turismo – e, depois de um dia extenuante, chegar a Castro Laboreiro. Não tens um cêntimo na carteira e o único multibanco, gerido por essa grande instituição que se chama Crédito Agrícola do Noroeste – o “banco” nacional com pronúncia local – está avariado há mais uma semana. Segundo as pessoas da localidade é muito comum… Com gente assim a velar pelos interesses das populações e a incentivar o turismo no território gerido pela Câmara Municipal de Melgaço percebe-se que está tudo em boas mãos”, manifestava o viajante na publicação.

Foto: Jacinto Silva Duro

Também um dos elementos da equipa de arqueólogos que realizou estudos e escavações na Lomba do Mouro, no planalto de Castro Laboreiro, nos confessou em conversa que estava há vários dias com poucas moedas no bolso, por não haver dinheiro naquele ATM. Como o ritmo dos trabalhos no planalto não lhe permitiam deslocar-se à Vila de Melgaço (a cerca de 30 quilómetros) para levantar dinheiro, teve de recorrer a empréstimo por alguns dias a um dos colegas da equipa até ao final da jornada de trabalhos, na última sexta-feira.

Instalado em espaço pertencente ao restaurante Miradouro do Castelo desde 2015, o ATM era uma pretensão da população e essencialmente dos agentes de restauração, hotelaria e animação turística locais. 

“Esta questão deveria ter preocupado outras entidades mas nós, como quaisquer outros privados, achamos que tínhamos condições para tentar junto dos bancos, para que colocassem um multibanco”, considerava à altura Paulo Azevedo, empresário local que avançou com o pedido junto dos bancos a operar em Melgaço. A proposta para colocação de uma caixa num espaço libertado para o efeito colheu parecer positivo da Caixa de Crédito Agrícola.

Facebook de Jacinto Silva Duro