Semana de acertos no regresso às aulas: Depois de uma “confusa” entrada a 17 de Setembro, escola vai adaptar procedimentos


Texto e fotos: João Martinho


 

As aulas começaram em pleno a 17 de Setembro para os cerca de 677 alunos, do 1º ao 12º Ano de escolaridade do Agrupamento de Escolas de Melgaço, e se dentro de portas os procedimentos e ocupação de espaços já estão praticamente planeados, a entrada no recinto verificou-se um pouco “confusa”.

Os aglomerados de alunos que não cumpriam as distancias ou o número máximo de pessoas por grupo recomendado pela Direcção-Geral da Saúde foram uma realidade em várias escolas do país, e Melgaço não foi excepção.

No primeiro dia de aulas, os transportes escolares foram chegando à entrada do estabelecimento e entregaram os alunos junto ao portão. A maioria integrou a extensa fila que se foi formando entre as 8h30 e as 9 horas, para que o horário de início de aulas fosse cumprido. Contudo, o fluxo de alunos que ia chegando ao terminal frente à escola era bastante superior ao que os procedimentos junto ao portão permitiam escoar.

A medição de temperatura, desinfecção das mãos e a passagem pelo túnel de desinfecção obrigava a uma triagem individual que estendeu a fila para lá dos portões da escola, ocupando o passeio de acesso entre a Casa da Cultura e a entrada.

Na lista de procedimentos a que os alunos terão de se “habituar” será também o distanciamento social. O reencontro em contexto escolar acabaria por descurar algum do distanciamento recomendado, mas o trânsito que se foi gerando na estrada adjacente também não permitiu melhor distribuição dos jovens.

A Directora do Agrupamento de Escolas de Melgaço admitiu alguma ‘confusão’ no fluxo de entradas durante este regresso – e chegou a tomar para si a missão de aplicar desinfecção das mãos e medição de temperatura a uma segunda fila de alunos – mas considera que é uma questão de tempo até as crianças se habituarem aos novos procedimentos.

A entrada foi muito confusa. É muita gente. Pedi à autarquia para que os transportes chegassem o mais rente à hora possível [do início das aulas] para evitar a aglomeração lá fora, se calhar não foi uma boa ideia”, reconheceu Paula Cerqueira, no primeiro dia do ano lectivo 2020/21.

Até lá, haverá mais demora nas entradas, enquanto os procedimentos de entrada e o túnel de desinfecção condicionarem o fluxo de acesso.

“É diferente termos o portão aberto para toda a gente entrar e termos uma fila ou duas. Mas o importante disto é que eles se habituem e o processo seja mais rápido. Estamos todos descontentes com estas filas, seja na escola, nas Finanças ou no Centro de Saúde. A sociedade não estava preparada para uma situação de pandemia”, observa ainda a Directora do Agrupamento.