Estado de Emergência: Escola de Melgaço mantém apoio de refeições, actividades não lectivas e Educação Especial


João Martinho


A comunicação feita hoje pelo Governo volta a colocar as escolas em paralisação idêntica ao período do Estado de Emergência iniciado em Março de 2020.

António Costa anunciou o encerramento das escolas nos próximos 15 dias, até nova avaliação, e desta vez não haverá ensino à distancia nem telescola na RTP Memória, que de resto, os 0% de rating e 0% de share em Dezembro do ano passado demonstraram que o regresso a esta plataforma não cativou o interesse dos alunos.

No entanto, a exemplo do confinamento da primeira vaga da pandemia covid-19, as escolas não fecham os portões a cadeado. O Governo definiu uma série de excepções que as respectivas direcções escolares, em articulação com as autarquias, terão de respeitar para manter os serviços essenciais da comunidade em funcionamento.

A mais sonante e divulgada medida é a que estabelece a manutenção de uma rede de escolas de acolhimento para filhos de trabalhadores de serviços essenciais, que tenham até 12 anos, mas há mais apoios que caberão às escolas na próxima quinzena.

Estas férias de Carnaval e Páscoa antecipadas são para todos, por isso não haverá leccionamento, mas há crianças e jovens que continuarão a ir para a escola.

“A escola de acolhimento é obrigada a prestar esse serviço”, frisou a Directora do Agrupamento de Escolas de Melgaço, Paula Cerqueira, em declarações a este jornal ao final do dia de hoje (21 de Janeiro), após conhecer as indicações que nortearão o funcionamento das instituições escolares nas próximas semanas.

Além do apoio aos filhos dos trabalhadores dos serviços essenciais, a escola irá disponibilizar o serviço de refeição aos alunos beneficiários da Acção Social Escolar, os que estejam referenciados à CPCJ [Comissão de Protecção de Crianças e Jovens] e os que precisem de “apoios adicionais ou terapias, da Educação Especial”, explicou a directora do agrupamento.

Paula Cerqueira indica que este levantamento de necessidades e gestão de eventuais pedidos de apoio vai ser “organizado amanhã” (22 de Janeiro) para que na próxima segunda-feira possam estar “a prestar o devido apoio”.

Ainda relativamente aos benificiários da Acção Social Escolar, Paula Cerqueira sugere que “estes alunos podem vir almoçar à escola, se não precisarem de transporte”, ou então, mediante apoio a operacionalizar pela autarquia, “fazer com que as refeições sejam confeccionadas na escola e cheguem a casa do aluno”.

Para os filhos dos trabalhadores dos serviços essenciais, terão de ser os pais ou encarregado de educação a solicitar o apoio à escola de acolhimento, para já centralizada no edifício sede do Agrupamento, na  Escola EB 2,3/S da Vila de Melgaço. O Centro Escolar de Pomares abrirá apenas se não for possível pelos serviços, inclusive de transporte, a centralização dos alunos nas instalações da Vila.

“Mesmo que seja apenas um aluno, a escola vai estar aberta. A autarquia decidirá como se fará o transporte dos alunos”, observou a responsável do AEM.

Ainda por decidir está também a ocupação do dia de aulas dos eventuais alunos. A direcção aguarda ainda explicações adicionais sobre que matérias, apoio ao estudo ou actividades poderá propor durante este período, mas garante que não irá negar recursos.

“Os professores têm de estar todos disponíveis, estamos a ganhar o nosso vencimento e não estamos confinados, estamos em interrupção lectiva”, realçou. Contudo, aguarda-se primeiro os pedidos dos pais para a operacionalização do apoio e conteúdos.