Plano e Orçamento 2021: Orçamento populista e eleitoralista? “O orçamento de 2017 foi relativamente pobre e foi ano de eleições”


João Martinho


 

A conjugação de diversos factores, como o atraso na disponibilização de verbas no âmbito do quadro europeu 2014-2020, arrastaram para 2021 a maior parte das intervenções de maior monta nos mais diversos sectores.

Esta demora transformou a maioria dos orçamentos autárquicos para 2021 em ostensivas somas. No caso de Melgaço, em números redondos, as contas arrancam com mais cinco milhões do que em 2020.

Com as eleições autárquicas agendadas para o segundo semestre de 2021 (Setembro ou Outubro), a propensão para entender este ano de realização de obra com a aproximação do escrutínio como uma longa campanha de reforço ao poder dos actuais líderes é popularmente inevitável.

 Manoel Batista explica com o resultado do último sufrágio a ideia de que o populismo “não é estratégia” do executivo socialista.

“O orçamento de 2017 foi relativamente pobre e foi ano de eleições. Não é estratégia porque nunca a usamos. A questão é mesmo o facto de termos projectos amadurecidos e termos financiamento disponível para poder colocar investimento no terreno. Não tem a ver com manobras populistas, que não são propriamente a minha praia”, assegura.