COVID-19 ‘ataca’ em força no lar da Misericórdia: Doze utentes e sete colaboradoras infectadas no Lar Pereira de Sousa

 

Depois do primeiro avanço dos números, a cinco de Abril, com três casos positivos de COVID-19 (uma colaboradora e dois utentes), a Santa Casa da Misericórdia de Melgaço já recebeu o resultado da maior parte dos testes realizados no dia 4 de Abril a todos os colaboradores e utentes do Lar Pereira de Sousa, num total de cento e quatro testes.

A recolha de amostras foram realizados através de testes serológicos (testes rápidos) “que permitiram perceber o nível epidemiológico existente”, esclarece a Misericórdia melgacense em comunicado divulgado hoje, dia 10 de Abril.

“Esta madrugada chegaram-nos os resultados de parte dos testes, que apontam para um total de quinze infectados, nove utentes e seis colaboradoras. Aguardamos os resultados dos testes em falta”, avança o provedor da Santa Casa da Misericórdia, Jorge Ribeiro.

 

Totalizando os casos – quinze desta primeira remessa de resultados, mais os quatro já avançados a cinco de Abril – são até ao momento dezanove casos positivos de COVID-19 num dos lares da instituição, que dizem respeito a doze utentes e sete colaboradoras.

“Temos a lamentar o óbito de dois desses utentes, ao longo da última semana, os quais em ambos os casos apresentavam estados de saúde débeis, com doenças associadas”, esclarece ainda o comunicado.

Os restantes utentes positivos encontram-se “estáveis”, não havendo casos agudos a assinalar. Destes, quatro encontram-se no Hospital de Viana do Castelo e os restantes no Lar Pereira de Sousa, que tem em curso o plano de contingência, nomeadamente no que diz respeito à criação de zonas de isolamento.

As colaboradoras que tiveram resultado positivo para o COVID-19 “estão estáveis, com sintomas ligeiros” e a cumprir o isolamento em casa.

“Em articulação permanente com o Delegado de Saúde e com o Presidente da Câmara, estão preparadas e prontas para por em pática outras medidas, logo que se justifiquem. Apesar dos lares não serem casas de saúde, pelo que não estão vocacionados para tratar estes doentes e estando por isso a substituir-se aos serviços de saúde, a verdade é que a responsabilidade, a disponibilidade, a coragem, o espirito de serviço e de missão, insuperáveis, das nossas colaboradoras, tem permitido manter os cuidados e as tarefas diárias tem sido realizadas, com a normalidade possível”, destaca ainda o comunicado.