Reuniões “aos gritos” e “repressão aos trabalhadores”: Sindicato exige “intervenção imediata” da ACT na Santa Casa da Misericórdia

Manifestação de denúncia marcada para dia 11 de Dezembro ás 11 horas

 

O Sindicato dos Trabalhadores do comércio Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) vai levar a efeito uma Denúncia Pública em frente à Santa Casa da Misericórdia de Melgaço (Lar Soares Pereira) na próxima sexta-feira, dia 11 de Dezembro, às 11 horas, para “alertar a opinião pública” acerca da “perseguição, pressão, incumprimento da lei e repressão aos trabalhadores da instituição (…) por parte do Sr Provedor Jorge Ribeiro”.

Em nota enviada à imprensa, o CESP refere ainda o caso do despedimento de um trabalhador “via telefone”, alegadamente “por não acatar as ordens do Sr Provedor sobre normas da DGS no que diz respeito a Covid-19”.

O comunicado denuncia ainda a situação de duas trabalhadoras que estão de baixa médica psiquiátrica “devido à perseguição que lhes tem sido feita”. Na origem estará, entre outras razões que o CESP expõe, “a mudança de local de trabalho do Lar [Soares Pereira] para o Cantinho dos Avós, por pura vingança, apenas como retaliação por não cederem aos seus ataques, tudo em total desrespeito pela lei e pelos direitos dos trabalhadores”.

Contudo, segundo a comunicação do CESP, a situação “tem vindo a arrastar-se desde o início deste ano” e agudizou-se “no dia 23 de Março”, aquando de uma reunião entre o provedor Jorge Ribeiro e as trabalhadoras.

“Às 11h30 da manhã, no Cantinho dos Avós, o sr provedor reuniu com as trabalhadoras aos gritos, dizendo que quem mandava era ele, não queria ouvir uma única palavra da boca de nenhuma trabalhadora, que tinha o poder total para pôr fora da instituição pelo braço qualquer trabalhadora”, refere o CESP.

“A semana passada” – continua o comunicado, com data de 4 de Dezembro de 2020 – “as trabalhadoras foram massacradas para aceitar um horário de 12 horas diárias. Como no último confinamento fizeram esse horário e não foram pagas, recusaram, então o Sr provedor inventa um referendo sem qualquer fiscalização por partes das representantes das trabalhadoras, de sim ou não, uma situação inédita e não prevista no código de trabalho”.

A Denúncia Pública prevista para a próxima sexta-feira, frente ao Lar Soares Pereira, será levada a efeito com a presença “das trabalhadoras que puderem estar presentes, porque o serviço tem de estar assegurado”, garante a coordenadora do sindicato, Rosa Silva, a este jornal. A representante do CESP também estará presente nesta acção que tem como objectivo “exigir intervenção imediata” da ACT [Autoridade para as Condições do Trabalho] e Ministério do Trabalho, para pôr fim às ilegalidades que ocorrem na instituição”.