Alvarinho à mesa: Duas harmonizações [im]prováveis que prometem deixar-lhe o palato em festa neste Natal

 

No Natal, o aconchego da quadra vem associado com a ideia de festa familiar, almoços e jantares sem tempo marcado mas também pela ideia do calor da comunidade num período consideravelmente mais frio.

As tradições à mesa têm de cumprir o saber popular de cada região – embora a Norte a ementa não mude muito quanto aos produtos base do prato principal, algo entre o bacalhau e o polvo – apurado pelas mais variadas formas de o confeccionar. Ainda assim, se tiver tempo e disponibilidade para experimentar algo menos comum, deixamos duas sugestões de harmonização de vinhos de Melgaço que casam bem com alimentos que geralmente não vemos na mesa natalícia.

 

Perú assado no forno com castanhas e Regueiro Maturado 2019

 

O Alvarinho Quinta do Regueiro Maturado é um vinho de 2019 que, tal como o nome sugere, foi estagiado em barricas (novas, de carvalho francês) durante 18 meses. É um vinho com complexidade e por isso a estrutura de sabores pede também alguma robustez no prato, mas elegante. O peru assado no forno, com castanhas e batata, não é um casamento improvável, mas cheio de nuances que deixam o palato extasiado. A ter atenção para o facto de que é um lote bastante limitado: Só há 3900 garrafas, todas numeradas. Vai ser um ar que se lhes dá…

 

Peras bêbedas com Soalheiro 9%

Quando chega aquele momento em que a refeição já vai longa, mas que por ser Natal ainda apetece mais alguma coisa, porque não conjugar uma sobremesa fresca e um Alvarinho de baixo teor alcoólico, com a singularidade destas peras bêbedas serem preparadas com este mesmo vinho.

O Soalheiro 9% é um Alvarinho com uma doçura diferente do conceito clássico e acidez viva, exprimindo o potencial do território para produzir vinhos naturalmente doces, sem necessidade de um amadurecimento excessivo das uvas, onde as características essenciais do Alvarinho, tais como a fruta e a juventude, não se perdem. Talvez seja melhor não deixar os mais novos provar, senão vão ficar com isto na ideia até aos 16, ou lá quando for a idade mínima legal para beber vinho à mesa…