#ÉsCura | Janeiro 2022: «Agora é que vai SER!»

Encetamos um novo ano.

Parece que a sabedoria popular gosta de afirmar que «Ano Novo, Vida Nova». Como se a viragem do ano fosse um interruptor; fosse o mote principal para nos convidar a novas escolhas, a novas formas de estar.

Passámos um ano [e os outros anos atrás deste] a pensar em alterar os nossos hábitos, olhando para muitas coisas que gostaríamos que fossem diferentes.

Mas ficámos no papel de espectador, sem percebermos que depende de cada um o «fazer algo» para mudar o que gostaríamos que «fosse diferente». No fundo, andamos a empurrá-los até AGORA, arranjando sempre alguma desculpa  para não pensamos nisso.

Chegados aos últimos instantes do 31 de Dezembro, com as uvas passas na boca, o copo na mão e ao som das badaladas que anunciavam a passagem do ano, decidimos que AGORA íamos fazer diferente.

Enchemo-nos de convicção e de esperança e olhámos todos esses desafios que andámos a adiar e dissemos-lhes:

– «Agora é que vai SER!»

Já passaram uns dias dessa transição e as festas do réveillon já terminaram na sua grande maioria. É já um ano novo, mesmo que se vista com a mesma rotina de 2021, até porque grande parte de nós já a retomaram [dentro do que é a nova realidade global].

AGORA, já com os dois pés em 2022, preciso de ter perguntar isto:

– A motivação que sentiste na viragem do ano ainda dura?

– Tornaste a pensar em todas essas coisas que te comprometeste a fazer diferente?

– O que é que já fizeste [a sério], para começares a pôr em prática as resoluções das passas ao som da badaladas?

– Que desculpas já notaste que te vieram à mente quando pensaste em começar a fazer a diferença?

É que o Ser Humano é um ser de hábitos.  

Isto é algo extremamente útil na nossa sobrevivência, porque um hábito é como uma espécie de piloto automático, que «faz por nós». É um estado que não exige muito de nós, porque já o fazemos de «olhos fechados», já o sabemos de «cor». E a rotina é-nos muito útil também para sentirmos o conforto do conhecido, do previsível, e do controlo da nossa vida [mesmo que saibamos que nada é 100% certo e que tudo pode mudar num instante].

A grande questão é que, quando queremos MUDAR determinados hábitos que já não nos servem, temos que deixar de fazer aquilo que sempre fazemos; temos que passar a fazer «as nossas coisas» de outra maneira, com outros recursos, com outra intenção e objectivo.

E isso só acontece se estivermos presentes, conscientes e atentos, assumindo o leme e o comando das nossas decisões.

Continuo a acreditar que Janeiro é o mês da Esperança reforçada.

Vimos com as baterias carregadas pelas emoções e pelas resoluções do «ano novo, potenciadas pela força e alegria das festividades do Natal.

Este mês tem em si a semente do «novo», e é aí que começa tudo, onde a folha em branco do que temos pela frente nos faz sonhar com um mar de infinitas possibilidades.

Mas isso por si só não chega.

O que transforma, realmente, a esperança em resultado é o que TU [e EU] fazemos com tudo o que SOMOS.

E Janeiro é o AGORA [como podia ter sido Dezembro]!

É a oportunidade de manifestarmos a imensidão do que somos e também do que podemos ser, a par de todas essas possibilidades da folha em branco que nos traz o mapa do ano.

Resgata os desafios que andaste a adiar.

Lembra-te do teu poder de fazeres acontecer.

Sê ambicioso, mas sê humilde a reconhecer a grandeza do passo-a-passo.

E a «VIDA NOVA» vai começar a aparecer nas pequenas mudanças que vais concretizando, com consciência, com presença e no AGORA.

 

Com carinho,
PaulaAlves

Na foto: Melgaço, fogo-de-artifício (passagem de ano 2021-2022).
Fonte: Município de Melgaço (Facebook)