Dicionário Crónico: Um espelho de água perigosamente inútil

A – ALERTAS: Um espelho de água perigosamente inútil

 

Há alguns anos, após alerta de um melgacense, o jornal “A Voz de Melgaço” chamou à atenção para o estado de conservação de um pátio que, enquanto pequeno espaço de passagem entre dois prédios entre o Parque Urbano do Rio do Porto e a rua com o mesmo nome (e também de acesso à Loja Nova), representava alguns cuidados.

No Inverno e em dias de chuva, apesar de proporcionar um interessante espelho de água muito menos invasivo para os habitats naturais e a vida no Rio Minho do que o que resultaria da barragem de Sela (e muito mais cozy), é também perigosamente incompreensível.

Não questionamos a modernidade dos edifícios em torno desta praça, mas dada a irregularidade e deterioração do piso e a pretensa decoração retro – um espigueiro inacabado que não sabemos se também ele “livre de perigos” – talvez fosse avisado fazer algo com aquele pedaço de arte.

A verdade é que, passados tantos anos, quer o espigueiro quer o extenso pátio deste centro urbano lá continuam… Tão espectacularmente inúteis como no primeiro dia.

A não ser para proporcionar o arejamento de ambos os lotes de apartamentos porque, como bem sabemos, o problema das casas a Norte… é a humidade.