CIM Alto Minho reuniu em Melgaço para discutir o futuro da conectividade da região a Lisboa e à Galiza

“As apostas industriais de Valença, Monção e Melgaço gerarão um conjunto de tráfego de mercadorias que daqui a alguns anos será dramático na estada que nos liga de Valença a São Gregório”


João Martinho


A Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho) realizou, no dia 22 de Abril, na Escola Superior de Desporto e Lazer, em Melgaço, a conferência “Alto Minho 2030 – “Desafios da Cooperação Transfronteiriça & Conetividade e Acessibilidade Territorial: Qual o posicionamento do território do Alto Minho?”, no sentido de apontar prioridades e iniciativas-âncora para o período 2021-2027.

Na lista de pedidos, e no que ao Vale do Minho diz respeito, está o projecto de melhoria das ligações viárias de Valença a São Gregório (Melgaço), assim como uma nova ponte transfronteiriça que ligará Monção a Salvaterra/Arbo.

O projecto-chave e fundamental para o desenvolvimento da linha raiana é a beneficiação da estrada entre Valença, Monção e São Gregório; a variante à cidade de Valença, beneficiação da Estrada Nacional 101 e variante a Monção; e a ligação viária transfronteiriça, que terá um custo estimado de investimento e manutenção, para 25 anos, de cerca de 122 milhões de euros.

O presidente da CIM Alto Minho e autarca de Melgaço, Manoel Batista, destacou a vantagem da ligação transfronteiriça que o Alto Minho representa, assim como a dinâmica social e empresarial que encerra, com tendência crescente.

“47% do movimento de veículos de passageiros e pesados entre Portugal e Espanha centra-se aqui, nesta região do Alto Minho”, notou o autarca.

Manoel Batista recordou a importância “estruturante” da PSA Vigo (sector automóvel) para a economia “na área do industrial” e da proximidade das grandes unidades de produção de que o território minhoto beneficia.

O presidente da CIM Alto Minho quer por isso “eliminar barreiras e custos de contexto”, apontando “a conectividade e acessibilidade territorial transfronteiriça uma peça-chave, o motor fundamental” a trabalhar para a economia alto-minhota.

“É fundamental para nós esta conectividade rodoviária a partir de Valença, nó de Sapardos, com a ligação à A1, a nova ligação a Paredes de Coura, com a conexão à IC28, mas rapidamente chegar a Monção e a Melgaço e podermos fazer uma ponte internacional que nos permita fazer a ligação rápida à A52 (Galiza)”, elencou Manoel Batista.

(…)