MDOC 2022: Histórias de Melgaço com gente dentro, para ver no dia 1 de Agosto

 

A Residência Cinematográfica no âmbito do projecto Plano Frontal é já uma das iniciativas que tem lotado a sessão inaugural do MDOC – Festival Internacional de Documentário de Melgaço, que volta a acontecer no dia 1 de Agosto de 2022.

O festival, organizado pela Câmara Municipal de Melgaço e pela Associação AO NORTE, promove o cinema etnográfico e social – pode consultar o programa por dia e sinopse dos filmes a exibir na edição de 2022 do festival – mas é quando a etnografia nos traz caras que conhecemos da nossa praça que o auditório da Casa da Cultura se esgota.

O projeto Plano Frontal contribui para o arquivo audiovisual sobre o património imaterial de Melgaço, gera obras audiovisuais que abordam a história da região e promove o filme documentário e o aparecimento de novas equipas técnicas e artísticas.

Em 2021, quatro equipas formadas por quatro jovens realizadores, operadores de som e operadores de câmara, realizaram quatro documentários sobre temas locais, orientados no processo (ao longo de uma semana de gravações) por Pedro Sena Nunes, realizador/tutor com larga experiência profissional e pedagógica, em trabalho apoiado por uma equipa de produção formada por Rui Ramos e João Gigante e por uma equipa técnica formada por Daniel Deira e Miguel Arieira. Com coordenação geral de Carlos Eduardo Viana.

 

Estas são as histórias que o cinema documental irá contar na noite de 1 de Agosto pelas 22 horas, na Casa da Cultura de Melgaço:

A INVERNEIRA DE PONTES
de Luís Miguel Pereira | Portugal, 2022, 14′

A Inverneira de Pontes está abandonada, dominada pela natureza e em decadência. Entretanto o Sr. Manuel, que passou lá a sua infância, decide desbastar e reerguer a aldeia enquanto nos conta estórias sobre as pessoas que davam vida a este local. Nesta Aldeia recorda-se o passado, construindo o futuro.

Direção de Fotografia: Thiago Cavalheiro | Direção de Som: Salomé de Seixas | Montagem: Thiago Cavalheiro | Animação: Luís Miguel Pereira

ALUA PÓLEN (PARA ELA, D’ELE)
de Beatriz Walviesse Dias | Portugal, 2022, 16′

Portelinha, agosto de 2021. Entre tintas e mais de 500 cartas de amor, a história de Nelo e Paula foi escrita e reescrita entre vários destinos e endereços, até que as pinceladas da vida levaram o casal a Portelinha em Castro Laboreiro. Quase 30 anos depois, o presente resgata as memórias do passado, numa declaração de amor à arte, escrita a tinta fresca. Com amor, AluaPolén

Imagem: Carolina Pereira | Som: Maria Inês Lima

ATÉ AO AMANHECER
de J. L. Peixoto, Henrique Queirós, Sebastião Guimarães | Portugal, 2022, 16′

Melgaço, juntamente com outras cidades e vilas do Alto Minho como Monção e Valença, foi um ponto de referência para a atividade noturna no Norte de Portugal. Pegaso e KU foram apenas alguns dos mais importantes pontos de encontro em Melgaço, nas décadas de 70 a 90. Já na atualidade, o cenário é diferente. Para além da Sorriso, com um declínio notável na afluência de clientes, todas as discotecas acabaram abandonadas ou fechadas. Através do ponto de vista de DJs, funcionários e gerentes destes estabelecimentos, exploramos a vida noturna atual de Melgaço e as mudanças que se ocorreram desde o seu auge, no final do século passado.

Imagem: Sebastião Guimarães Som: Henrique Queirós | Montagem: J. L. Peixoto | Com: Bruno Gonçalves,  Filipe Carvalho, João Gonçalves, Jorge Marçôa, Leonel Pires, Paulo Esteves, Samuel Silva

 CRISTÓVAL – PONTEBARXAS
de Alexandra Guimarães, Gonçalo L. Almeida | Portugal, 2022, 16′

O fecho de fronteiras decretado devido à pandemia veio separar populações que há muito viviam como uma só, impelindo homens e mulheres a voltar a usar os velhos pontos de passagem de contrabando.

Imagem e montagem: Gonçalo L. Almeida | Som: Manuel Prata